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Minha Mãe, meu ANJO!

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terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Paulo Freire em Ação Cultural Para a Liberdade

... O indubitável é que toda esta mitificação, através da escola ou não, termina por obstaculizar a capacidade crítica dos homens, em favor da preservação do “status quo”.
A introjeção destes como a de outros tantos mitos explica formas de ação contraditórias com as opções proclamadas por muitos.

Falam no respeito à pessoa humana e a pessoa humana se esclerosa numa frase banal, pois não a reconhecem nos homens concretos que se encontram dominados e “coisificados”.
Dizem-se comprometidos com a libertação e agem de acordo com os mitos que negam a humanização.
Analisam os mecanismos sociais de repressão mas, ao mesmo tempo, através de meios igualmente repressivos, freiam os estudantes a quem falam.
Dizem-se revolucionários mas, ao mesmo tempo, não crêem nas classes oprimidas a quem pretendem conduzir à libertação, como se isto não fosse uma contradição aberrante.
Querem a humanização dos homens mas, ao mesmo tempo, querem também a manutenção da realidade social em que os homens se acham desumanizados.
No fundo, temem a liberdade. Ao temer a liberdade, porém, não podem arriscar-se a construí-la na comunhão com os que se acham dela privados.

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