A introjeção destes como a de outros tantos mitos explica formas de ação contraditórias com as opções proclamadas por muitos.
Falam no respeito à pessoa humana e a pessoa humana se esclerosa numa frase banal, pois não a reconhecem nos homens concretos que se encontram dominados e “coisificados”.
Dizem-se comprometidos com a libertação e agem de acordo com os mitos que negam a humanização.
Analisam os mecanismos sociais de repressão mas, ao mesmo tempo, através de meios igualmente repressivos, freiam os estudantes a quem falam.
Dizem-se revolucionários mas, ao mesmo tempo, não crêem nas classes oprimidas a quem pretendem conduzir à libertação, como se isto não fosse uma contradição aberrante.
Querem a humanização dos homens mas, ao mesmo tempo, querem também a manutenção da realidade social em que os homens se acham desumanizados.
No fundo, temem a liberdade. Ao temer a liberdade, porém, não podem arriscar-se a construí-la na comunhão com os que se acham dela privados.
